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10 de janeiro, 2007 - 13h10 GMT (11h10 Brasília)

Sul da Somália sofre novos ataques aéreos

Ataques aéreos contra milícias islâmicas no sul da Somália foram retomados na manhã desta quarta-feira, segundo testemunhas, embora não esteja claro se os Estados Unidos estão envolvidos.

Moradores da cidade de Afmadow disseram que foram lançados dois ataques nos arredores da cidade, mas não há informações de vítimas.

Forças americanas vêm realizando bombardeios na Somália desde domingo, tendo como alvo supostos líderes da Al-Qaeda. Os ataques foram defendidos pelo próprio presidente da Somália, Abdullahi Yusuf.

O porta-voz do Departamento de Defesa americano, Chris Isleib, disse não ter informações sobre novos ataques.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deverá se reunir em breve para discutir o envio de uma força de paz composta de soldados de países africanos à Somália.

A iniciativa já tinha sido aprovada antes de a União das Cortes Islâmicas (UCI) ser expulsa da capital Mogadíscio por forças governamentais com o apoio do Exército da Etiópia.

ONU

A milícia islâmica vinha expandindo o seu poder sobre o centro e sul da Somália desde junho, quando haviam tomado Mogadíscio.

A ONU teme que as ações militares americanas compliquem os esforços pela paz na Somália.

O novo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, disse lamentar a morte de civis nos bombardeios, que representam a primeira operação militar americana na Somália desde 1994.

Um porta-voz de Ki-moon, Farhan Haq, disse que o secretário-geral estava "preocupado com a nova dimensão que esse tipo de ação poderia acarretar”.

Os Estados Unidos acusam a Somália de dar abrigo a suspeitos de envolvimento com explosões em embaixadas americanas no leste africano. Washington também acusa as milícias islâmicas de ligação com a Al-Qaeda – acusação que a UCI nega.

No mês passado, o Conselho de Segurança autorizou o envio de uma força de paz da União Africana para proteger o governo transitório contra as milícias e suspendeu um embargo à venda de armas para o Exército do país.