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10 de janeiro, 2007 - 06h09 GMT (04h09 Brasília)

EUA pedem resolução da ONU sobre Mianmar

Os Estados Unidos apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta de resolução exigindo que o governo militar de Mianmar acabe com a repressão e apresente progressos rumo à democracia.

A resolução também pede a libertação da líder da oposição Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar.

Entre outras exigências, está o fim de execuções arbitrárias, de estupros de mulheres e crianças e de ataques à minoria étnica Karen.

Também é exigida a libertação de todos os prisioneiros políticos e a permissão para que partidos políticos atuem no país.

Oposição

Há meses os Estados Unidos vêm pressionando o Conselho de Segurança para que considere a conduta da junta militar que governa Mianmar.

Os Estados Unidos argumentam que esse governo constitui uma ameaça à paz e à segurança internacional.

No entanto, a iniciativa enfrenta oposição da China e da Rússia, que afirmam que o tema não é apropriado para o Conselho de Segurança. Os dois países são membros permanentes do conselho e têm poder de veto.

Diplomatas americanos esperam que o Conselho de Segurança vote a proposta nesta semana.

Repressão

Há 40 anos Mianmar (a antiga Birmânia) é governado por uma junta militar.

Nas eleições de 1990, o Partido da Liga Nacional pela Democracia, de Aung San Suu Kyi, saiu vitorioso. O resultado, porém, foi ignorado pelos governantes militares.

Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, passou a maior parte dos últimos 17 anos em prisão domiciliar.

Em novembro, o enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari, fez uma visita de quatro dias ao país. Durante o período, teve um encontro com Aung San Suu Kyi e pediu que o governo militar do país fizesse reformas democráticas.