09 de janeiro, 2007 - 17h27 GMT (15h27 Brasília)
O grupo separatista basco ETA admitiu formalmente nesta terça-feira que foi responsável pelo ataque a bomba que matou duas pessoas no aeroporto internacional de Barajas, em Madri, há dez dias.
No mesmo anúncio, enviado ao jornal pró-independência basca Gara, o ETA disse que o “cessar-fogo permanente”, anunciado em março do ano passado, continua em vigor.
“O ETA afirma que o cessar-fogo permanente iniciado em 24 de março de 2006 ainda está de pé. O grupo assume responsabilidade pelo ataque em Barajas”, afirma o jornal Gara.
“O objetivo deste ataque não era causar vítimas”, afirma ainda o jornal, atribuindo a declaração ao ETA.
Em resposta, o ministro do Interior, Alfredo Perez Rubalcaba, disse que não vê como o processo de paz pode ser retomado.
Depois do ataque do dia 30 de dezembro, Rubalcaba anunciou que o diálogo com o ETA havia sido encerrado.
Aviso prévio
O ETA disse que deu um aviso prévio sobre o ataque e criticou o fato de o local não ter sido evacuado.
O anúncio do grupo basco foi feito depois que dois militantes foram presos na França.
Na semana passada, a polícia espanhola descobriu dois esconderijos com material de fabricação de bombas no País Basco.
Autoridades disseram que 100 kg de explosivos foram encontrados na quinta-feira passada, prontos para serem usados em uma bomba. Mais explosivos foram encontrados no dia seguinte.
Não foi comprovada nenhuma relação das armas com as explosões em Madri, que derrubaram um prédio de cinco andares.
É a primeira vez em três anos que mortes são atribuídas ao ETA.
O grupo luta pela independência de uma região do norte da Espanha e sudoeste da França.