08 de janeiro, 2007 - 12h17 GMT (10h17 Brasília)
Nesta segunda-feira, o tribunal iraquiano responsável pelo julgamento de Saddam Hussein decidiu por retirar as acusações que ainda pesavam contra o ex-presidente, enforcado no último dia 30 de dezembro.
Saddam Hussein e outros seis pessoas foram acusados por crimes contra a humanidade em uma campanha militar contra os curdos em 1980, com um saldo de mais de 100 mil mortos. Todos os seis acusados alegam inocência.
O ex-líder iraquiano foi executado depois de ter sido condenado em um julgamento pela acusação da morte de 148 xiitas na cidade iraquiana de Dujail.
Entre os seis outros réus está um primo de Saddam Hussein, Ali Hassan al-Majid, conhecido como “Ali Químico”, por causa de seu suposto uso de armas químicas contra os curdos no Iraque.
A defesa sustenta que a campanha, chamada de Al-Anfal (“Restos de Guerra”), foi uma operação legítima do governo iraquiano para reprimir uma rebelião depois que alguns curdos se aliaram ao inimigo Irã durante a guerra entre os dois países.
Execuções “nesta semana”
O julgamento estava em recesso desde 21 de dezembro. O sistema judicial iraquiano tem sido alvo de críticas internacionais por causa do gerenciamento da execução de Saddam.
Imagens clandestinas mostraram que o ex-presidente foi insultado quando se dirigia à forca e discutiu com pessoas que assistiam à execução.
A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que outras duas pessoas condenadas à morte junto com Saddam Hussein não sejam executadas. Mas o governo do Iraque disse que Barzan Al-Tikriti e Awad Al-Bandar serão executados ainda nesta semana.