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08 de janeiro, 2007 - 20h21 GMT (18h21 Brasília)

Marroquino é condenado a 15 anos por 11/9

O marroquino Mounir Motassadeq, considerado cúmplice nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, foi condenado nesta segunda-feira a 15 anos de prisão por um tribunal na Alemanha.

Trata-se da pena mais pesada prevista pela Justiça alemã e a segunda a ser imposta a um condenado pelos ataques.

Em novembro, um tribunal havia considerado Motassadeq, de 32 anos, culpado da acusação de envolvimento nas mortes de 246 pessoas que estavam a bordo de um dos quatro aviões seqüestrados. A sentença, porém, ainda não havia sido definida.

Os advogados do marroquino argumentavam que ele simplesmente conhecia os seqüestradores e que não sabia de nada dos planos de ataque.

O francês de origem marroquina Zacarias Moussaoui, o único outro homem já condenado pelos atentados de 2001, foi julgado nos Estados Unidos e recebeu em maio a pena de prisão perpétua.

Vaivém judicial

Motassaseq, que alega inocência, foi preso logo após os ataques ao World Trade Center, em Nova York, e ao Pentágono, em Washington. Ele passou os últimos cinco anos entrando e saindo de tribunais alemães.

Ele já havia sido condenado a 15 anos de prisão em 2003, pela acusação de ajudar - com apoio logístico, por exemplo - o grupo que executou os atentados. Boa parte dos seqüestradores ficava baseada em Hamburgo.

A decisão foi, no entanto, anulada pela Suprema Corte da Alemanha em 2004, que determinou a realização de um novo julgamento, alegando que não havia provas de que Motassadeq sabia dos planos de ataque.

No lugar da acusação de cúmplice, o tribunal condenou-o pela acusação de pertencer a uma organização "terrorista" - crime punido com apenas sete anos de prisão.

O marroquino entrou com novo recurso, mas no último julgamento, no principal tribunal de apelações da Alemanha, acabou tendo a acusação mais leve revertida e sendo condenado por ajudar a executar os ataques.

De acordo com informações da agência de notícias France Presse, Motassadeq deverá ser deportado para o Marrocos depois de cumprir a pena. Ele poderá recorrer da sentença, mas não do veredicto.