07 de janeiro, 2007 - 12h40 GMT (10h40 Brasília)
Roma acendeu as luzes do Coliseu para demonstrar o seu apoio à campanha de banimento global da pena de morte.
A Itália lançou a campanha após o enforcamento do ex-líder iraquiano Saddam Hussein. A execução causou protestos entre os italianos.
O prefeito de Roma, Walter Veltroni, disse que o Coliseu, um antigo palco para o combate de gladiadores, é agora uma "símbolo de paz e reconciliação".
O correspondente da BBC em Roma Christian Fraser diz que desde 1999 o Coliseu é iluminado cada vez que uma sentença de pena de morte é executada ao redor do mundo ou quando um país extingue a pena de morte.
Pressão
As luzes do Coliseu também lembram os dois oficiais do antigo regime de Saddam Hussein que foram igualmente condenados ao enforcamento.
São eles o ex-chefe do serviço de inteligência iraquiano Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e o ex-chefe da Corte Revolucionária do Iraque Awad Hamed al-Bandar.
Assim como Saddam, eles foram condenados ao enforcamento pela morte de 148 muçulmanos xiitas na vila iraquiana de Dujail, na década de 80.
O prefeito de Roma espera pressionar o governo do primeiro-ministro do país, Romano Prodi, a levar o caso à Organização das Nações Unidas (ONU).
O premiê italiano disse que nenhum crime justifica a morte de uma pessoa.
A Itália apresentou propostas para a extinção da pena de morte na Assembléia-Geral da ONU em 1994 e 1995.
Em julho passado, o parlamento italiano pediu que o governo apresentasse uma nova proposta mas esta foi abandonada em meio às diferenças entre os membros da União Européia.