06 de janeiro, 2007 - 11h36 GMT (09h36 Brasília)
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, disse que o seu governo poderá rever as relações com qualquer país que tenha criticado a execução do ex-líder iraquiano Saddam Hussein.
"Nós consideramos a execução do ditador um assunto interno que diz respeito apenas ao povo iraquiano", disse ainda o premiê durante um discurso no Dia do Exército.
Ele acrescentou que a execução de Saddam foi implementada após um "julgamento justo de um homem que cometeu crimes vergonhosos contra o Iraque e suas instituições".
Al-Maliki afirmou ainda que as autoridades não irão hesitar em executar as sentenças de outros oficiais do antigo regime.
O ex-chefe do serviço de inteligência iraquiano Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e o ex-chefe da Corte Revolucionária do Iraque Awad Hamed al-Bandar também receberam sentenças para enforcamento.
Plano de segurança
Al-Maliki prometeu agir contra todos os grupos armados ilegais em Bagdá na tentativa de melhorar a situação de segurança na capital iraquiana.
"Nós dependeremos de nossas forças armadas para implementar esse plano e a Força Multinacional apoiará nossas forças", disse Al-Maliki, referindo-se ao apoio da força de coalizão liderada pelos Estados Unidos.
"Eles irão interferir quando forem chamados", completou.
Segundo o premiê, nenhuma afiliação política será poupada. O novo plano de segurança, informou, poderá criar “inconveniências” para a população de Bagdá, mas que isso “será para o próprio bem-estar deles”.
"Nós vamos perseguir essas pessoas sob a lei e vamos puni-las severamente."
O anúncio foi feito apenas alguns dias antes do presidente americano, George W. Bush, divulgar a nova estratégia dos Estados Unidos para o iraque.
Espera-se que o presidente Bush envie mais tropas ao país apesar do pedido do Partido Democrata, agora maioria no congresso, para que comece a retirar as forças americanas do Iraque.