06 de janeiro, 2007 - 21h47 GMT (19h47 Brasília)
O Exército iraquiano teria matado 30 insurgentes em um confronto em Bagdá neste sábado, segundo informações da TV estatal do país.
Oito teriam sido presos, incluindo cinco cidadãos sudaneses.
Segundo a TV, o confronto teria ocorrido perto de Haifa, um distrito sunita onde morava integrantes do governo durante o regime de Saddam Hussein.
Acredita-se que a operação marque o início de uma nova campanha para melhorar a segurança na capital.
Em discurso feito neste sábado, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, prometeu agir contra grupos armados ilegais.
Segundo ele, o novo plano será implementado pelo Exército iraquiano com o apoio das forças americanas.
De acordo com o premiê, a campanha criará dificuldades para os moradores de Bagdá, mas acabará tornando a cidade mais segura.
"Não haverá refúgio para aqueles que atuam foram da lei, independentemente da seita a que pertençam ou de sua afiliação política", afirmou Al-Maliki neste sábado.
O anúncio foi feito apenas dias antes de o presidente americano, George W. Bush, divulgar a sua nova estratégia para o Iraque.
Violência sectária
Também neste sábado, 71 corpos, aparentemente de pessoas que teriam sido vítimas de violência sectária, foram encontrados em vários locais em Bagdá.
Vinte e sete foram deixados perto de um templo sunita na área de Sheikh Marouf, no centro da cidade.
Segundo a polícia, as vítimas teriam sido executadas.
Saddam Hussein
Ainda durante o discurso deste sábado, o primeiro-ministro Nouri Al-Maliki disse que o seu governo poderá rever as relações com qualquer país que tenha criticado a execução do ex-líder iraquiano Saddam Hussein.
"Nós consideramos a execução do ditador um assunto interno que diz respeito apenas ao povo iraquiano", disse.
Ele acrescentou que a execução de Saddam foi implementada após um "julgamento justo de um homem que cometeu crimes vergonhosos contra o Iraque e suas instituições".
Al-Maliki afirmou ainda que as autoridades não irão hesitar em executar as sentenças de outros oficiais do antigo regime.
O ex-chefe do serviço de inteligência iraquiano Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e o ex-chefe da Corte Revolucionária do Iraque Awad Hamed al-Bandar também receberam sentenças para enforcamento.