05 de janeiro, 2007 - 12h51 GMT (10h51 Brasília)
Uma gravação em áudio do segundo homem-forte da Al-Qaeda convocou os muçulmanos a usarem táticas de guerrilha contra o governo da Somália e seus aliados etíopes.
Em uma mensagem postada num site usado freqüentemente pela organização, uma voz identificada como sendo a de Ayman Al-Zawahiri apela aos islâmicos que façam uso de ataques suicidas e emboscadas similares às utilizadas por militantes no Iraque e Afeganistão.
“Falo a vocês hoje enquanto o invasor etíope viola o solo da amada Somália muçulmana”, diz a voz na mensagem.
Na gravação, o egípcio Al-Zawahiri descreve a Somália como sendo um campo de batalha onde ocorre uma cruzada entre o Ocidente e o Islã.
Ajuda
Do outro lado, o presidente somali interino, Abdullahi Yusuf, pediu um “rápido apoio por parte das forças internacionais” para o envio de forças de paz para o seu país.
Yusuf disse que esta é uma rara oportunidade para a Somália poder superar a crise que já dura 15 anos, onde o país não tem um governo central de fato.
O presidente somali deu a declaração falando a representantes americanos, europeus e africanos na capital do Quênia, Nairóbi, na manhã desta sexta-feira.
Segundo a correspondente da BBC no Quênia, Karen Allen, a reunião entre os líderes para encontrar soluções para a situação da Somália ocorreu em meio a temores de o país africano mergulhe em um confronto nos mesmos moldes da guerra que flagela o Iraque.
Yusuf afirmou que uma força de oito mil soldados da União Africana, com o aval da Organização das Nações Unidas, deve ser enviada o quanto antes para o país. Além disso, Yusuf também pediu ajuda financeira da comunidade internacional para a reconstrução do país e apoio humanitário.
O premiê etíope, Meles Zenawi, disse que quer o seu exército fora da Somália o quanto antes. “Em questão de semanas, no máximo”, disse.