03 de janeiro, 2007 - 17h42 GMT (15h42 Brasília)
O ministro das Relações Exteriores do Quênia, Raphael Tuju, anunciou nesta quarta-feira o fechamento da fronteira do país com a Somália e disse que nenhum refugiado poderá mais entrar em território queniano.
Tanques e helicópteros foram enviados para patrulhar a fronteira e garantir o fechamento.
Tuju disse que o Quênia não recebeu suficiente ajuda internacional para receber os somalis que estão fugindo dos combates entre as tropas do governo, apoiadas por forças etíopes, e as milícias islâmicas que controlavam o sul do país havia mais de seis meses.
O Quênia deportou 420 refugiados de volta à Somália, a maioria deles mulheres e crianças.
O chefe da agência da ONU para refugiados, Antonio Guterres, criticou as deportações.
Combates
Há relatos de combates próximos à fronteira queniana entre tropas somalis e etíopes e os milicianos islâmicos.
O recente avanço de tropas etíopes fortemente armadas encerrou uma ocupação de seis meses da União das Cortes Islâmicas e que havia trazido um certo de grau de estabilidade a áreas anteriormente tomadas pela anarquia.
Mas os milicianos disseram que sua retirada foi tática e prometeram lançar uma campanha de insurgência contra o frágil governo somali.
Enquanto isso, negociações diplomáticas continuam em andamento para tentar resolver a crise na Somália.
O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, está viajando à Etiópia para discutir a possível contribuição de tropas ugandenses para uma planejada força de paz africana para a Somália.
Após um encontro entre autoridades de vários países da União Européia em Bruxelas, o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, pediu a retirada das tropas da Etiópia e a criação de um processo de paz que inclua todas as facções somalis.