02 de janeiro, 2007 - 18h51 GMT (16h51 Brasília)
O ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse nesta terça-feira que o processo de paz entre o governo espanhol e o movimento separatista basco ETA está “terminado”, depois que uma bomba explodiu em Madri.
A explosão do último sábado - cuja autoria foi atribuída pelo governo ao ETA - feriu dezenas e deixou duas pessoas desaparecidas. O artefato foi detonado em um estacionamento no aeroporto internacional de Barajas, em Madri.
“O ETA evidentemente interrompeu o processo de paz”, afirmou Rubalcaba. Segundo ele, a negociação com o ETA está “interrompida, liquidada, terminada”.
Há nove meses, o ETA havia anunciado um cessar-fogo permanente.
Críticas
Após os atentados, o governo do primeiro-ministro espanhol, José Luíz Rodríguez Zapatero, havia sido criticado por apenas suspender – em vez de interromper – o processo de paz.
Rubalcaba deve se reunir nesta semana com líderes dos principais partidos políticos do país para discutir um consenso para o combate ao terrorismo, informou o líder do Partido Socialista, que governa a Espanha.
A bomba colocada em um automóvel foi tão forte que derrubou o estacionamento de cinco andares no terminal quatro do aeroporto de Barajas. De acordo com autoridades, o ETA fez três alertas para a bomba antes da explosão.
Os equatorianos Diego Armando Estacio, de 19 anos, e Carlos Alonso Palate, 35, ainda estão desaparecidos.
Eles estavam dormindo em um dos carros no momento da explosão. A namorada de um deles, que foi ao aeroporto para pegar um passageiro, estava voltando para o estacionamento quando viu a explosão, segundo uma associação de imigrantes do Equador.
As buscas pelos corpos continuam. Autoridades da Espanha disseram que precisarão de vários dias para remover as 40 mil toneladas de concreto e os destroços de cerca de 400 carros.