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01 de janeiro, 2007 - 21h16 GMT (19h16 Brasília)

Somália pede apoio do Quênia contra milícia islâmica

O governo interino da Somália pediu nesta segunda-feira ao governo do Quênia que feche a fronteira entre os dois países para evitar a fuga de milicianos islâmicos da Somália.

O pedido foi feito depois que as forças leais ao governo somali, com o apoio do Exército da Etiópia, tomaram a cidade de Kismayo (a cerca de 300 km da capital da Somália, Mogadíscio), o último reduto dos membros da milícia União das Cortes Islâmicas (UCI), que chegou a dominar a maior parte do sul somali.

Kismayo fica perto da fronteira com o Quênia, e há o temor de que os membros da UCI tentem fugir através da fronteira.

O governo queniano diz que já está agindo para evitar que o confronto na Somália se espalhe. Um correspondente da BBC que está no Quênia disse que viu um grande comboio de veículos militares se encaminhando para a fronteira com a Somália.

O governo somali ofereceu uma anistia aos milicianos, dando a eles três dias para entregarem suas armas.

Tropas

Também nesta segunda-feira, o premiê da Somália, Ali Mohamed Gedi, pediu o envio urgente de tropas da União Africana para ajudar na estabilização do país.

"Gostaríamos que observadores militares e tropas de paz venham o mais rápido possível para nos ajudar", disse Gedi nesta segunda-feira.

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O ministro do Exterior de Uganda, Sam Kutesa, confirmou à BBC que seu país irá enviar mil soldados à Somália como parte dessa força de paz regional.

Segundo Kutesa, os soldados terão a missão de proteger o governo interino somali e dar treinamento a seus soldados.

No entanto, o chanceler disse que o envio dos soldados ainda teria que ser discutido com a União Africana nesta semana – e teria que ser aprovado pelo Parlamento em Uganda.