27 de dezembro, 2006 - 13h20 GMT (11h20 Brasília)
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta quarta-feira que está disposta a ajudar os países da África Ocidental a avaliarem riscos de futuros desastres ambientais e tecnológicos, depois que uma explosão em um oleoduto na Nigéria matou mais de 250 pessoas.
A informação foi dada por um porta-voz do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que não divulgou detalhes. Além de enviar uma mensagem de pêsames aos nigerianos, Annan disse que a ONU poderá fornecer assistência imediata após a tragédia.
Annan pediu ainda uma revisão do gerenciamento do suprimento de combustível da Nigéria.
O presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, disse que ficou "chocado e entristecido" com o vandalismo do oleoduto que causou a explosão na cidade de Lagos - ato "não apenas ilegal, como também perigoso".
Centenas de pessoas no bairro de Abule Egba, no norte de Lagos, tentavam recolher combustível da instalação, perfurada por ladrões, quando a explosão ocorreu.
Várias horas passaram antes que os serviços de emergência conseguissem apagar o fogo. Vários corpos ficaram carbonizados.
Alguns dos feridos na explosão de terça-feira procuraram se esconder para evitar prisão. Outros podem não ter ido a hospitais por falta de recursos para pagar pelo tratamento.
Embora a Nigéria seja o maior produtor de petróleo na África, os nigerianos enfrentam períodos de escassez de combustível por causa da corrupção, mau gerenciamento de recursos e problemas de infra-estrutura.
Cerca de 2 mil pessoas morreram em incidentes semelhantes nos últimos anos na Nigéria.
Em outubro de 1998, uma explosão semelhante matou mais de mil pessoas.
O presidente Lula expressou seu "profundo sentimento de pesar" pelo acidente.