26 de dezembro, 2006 - 18h33 GMT (16h33 Brasília)
O governo israelense aprovou nesta terça-feira a construção de um novo assentamento na Cisjordânia.
De acordo com uma organização israelense que monitora os assentamentos, esta é a primeira vez desde 1992 que Israel aprova um assentamento em vez de permitir a expansão de um já existente.
Cerca de 30 casas serão construídas para abrigar colonos israelenses dentro de uma área que os palestinos consideram parte de um futuro Estado independente, capturada por Israel durante a guerra de 1967.
Os colonos que serão contemplados viviam na Faixa de Gaza até o ano passado e tiveram de deixar suas casas quando Israel se retirou da região.
Erekat
Segundo reportagem do jornal Ha'aretz, o novo assentamento, chamado Maskiot, será construído ao norte do Rio Jordão.
Os assentamentos judeus na Cisjordânia são ilegais à luz da legislação internacional. A quarta Convenção de Genebra, em seu artigo 49, proíbe que um país transfira civis de seu próprio território para uma área ocupada.
Um dos assessores do presidente palestino Mahmoud Abbas, Saeb Erekat, condenou a construção do assentamento e pediu ao governo israelense que volte atrás na sua decisão, segundo a agência Associated Press.
"Que mensagem Israel está tentando passar?", questionou Erekat, de acordo com a agência.
O anúncio de Israel ocorre em um momento em que o premiê do país, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, buscam um entendimento para normalizar a situação nos territórios palestinos, palco de uma onda de enfrentamentos entre seguidores das facções Hamas e Fatah.
A Cisjordânia abriga cerca de 260 mil colonos israelenses e em torno de 2,5 milhões de palestinos.