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26 de dezembro, 2006 - 03h05 GMT (01h05 Brasília)

Irã protesta contra prisão de 'diplomatas' no Iraque

O Irã fez um protesto formal aos Estados Unidos pela prisão de dois iranianos no Iraque.

Segundo o governo de Teerã, dois homens presos por militares americanos na semana passada eram diplomatas que estavam em Bagdá a convite do governo iraquiano.

Os diplomatas estavam entre vários iranianos presos sob suspeitos de planejar ataques no país, de acordo com uma reportagem do jornal The New York Times.

A Casa Branca confirmou as prisões e informou que os dois detidos que tinham imunidade diplomática foram entregues ao governo iraquiano. O "status" dos outros detido estaria sendo estudado.

Um parlamentar iraquiano, Jalal Eddin al-Saghir, disse à agência de notícias France Presse que os diplomatas iranianos haviam ido visitá-lo em Bagdá antes de serem presos, na quinta-feira.

"Inaceitável"

Um porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Mohammad Ali Hoseyni, caracterizou as prisões como "inaceitáveis" e disse que poderiam ter "conseqüências desagradáveis".

Um assessor do presidente iraquiano, Jalal Talabani, disse que ele também estava incomodado com as prisões e que estava tentando assegurar a libertação dos iranianos.

De acordo com informações da agência de notícias iraniana Mehr, o assessor, Hiwa Osman, disse que o convite foi feito nos termos "de um acordo entre o Irã e o Iraque para melhorar a situação de segurança".

Os Estados Unidos acusam o Irã de fomentar a violência no Iraque, mas o governo de Bagdá, dominado pela maioria xiita, tem tentado estabelecer relações mais próximas com Teerã.

As prisões são feitas em meio a uma escalada nas tensões entre o Irã e os Estados Unidos, gerada pela aprovação de sanções internacionais contra o governo de Teerã por causa do seu programa nuclear.

A Casa Branca disse que vai esperar os resultados de uma investigação sobre as prisões antes de determinar se a presença dos iranianos no Iraque confirma a sua suspeita de que o Irã está se interferindo em assuntos iraquianos.

"Nós suspeitamos que esse evento endossa as nossas alegações sobre a intromissão iraniana, mas nós queremos terminar a nossa investigação dos iranianos detidos antes de caracterizar as suas atividades", disse o porta-voz da Casa Branca, Alex Conant.