22 de dezembro, 2006 - 13h45 GMT (11h45 Brasília)
Um grupo de chefes tribais sunitas no Iraque afirmou nesta sexta-feira ter capturado nos últimos meses mais de 100 insurgentes da Al-Qaeda que operam no país.
Os chefes da província sunita de Anbar, considerada um dos centros de operação da Al-Qaeda no país, formaram em setembro o que chamaram de Conselho de Salvação para combater combatentes estrangeiros que foram ao Iraque atraídos pal convocação de Jihad, ou guerra santa, feita pela Al-Qaeda.
Eles dizem ter reduzido o número de armas e insurgentes estrangeiros.
Os chefes tribais afirmam ter matado 55 destes insurgentes em apenas uma operação no mês passado, mas as alegações dos chefes tribais são difíceis de serem confirmadas.
Violenta
O líder do conselho, Faisal al-Goud, disse que ainda existem milhares de insurgentes ligados à Al Qaeda operando em Anbar.
"Combatemos os terroristas porque eles causam o violento caos no país, a instabilidade. Eles estão matando iraquianos inocentes e qualquer um que deseje paz e liberdade no Iraque", disse ele.
Goud disse calcular que a organização seja responsável por entre 30% e 40% de todos os ataques insurgentes iraquiana.
Tanto as armas como os insurgentes estariam vindo de países árabes vizinhos, como a Arábia Saudita e Síria, ou mesmo mais distantes como o Afeganistão.
O analista de Oriente Médio da BBC Roger Hardy disse que pacificar a vasta e violenta região de Anbar é um dos maiores desafios dos militares americanos.
Entre os vários grupos armados que operam lá, além da Al-Qaeda, estão antigos integrantes do ex-partido governista iraquiano Baath e gangues criminosas.