19 de dezembro, 2006 - 06h36 GMT (04h36 Brasília)
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta segunda-feira que pretende unir os 23 integrantes de sua coalizão em um único partido, sob seu controle direto. Segundo Chávez, o objetivo da medida é acelerar a sua revolução socialista.
De acordo com o ministro da Comunicação e Informação, Willian Lara, o atual Movimento 5ª República - principal agremiação política oficial, criado em 1997 - seria dissolvido para criar um novo partido, chamado Partido Socialista Unido da Venezuela.
A informação provocou protestos de membros da oposição, que acusam Chávez de tentar acumular o máximo de poder e de copiar o modelo socialista do líder cubano Fidel Castro - que também criou um partido único em Cuba.
Ajustes no gabinete
Chávez, que foi reeleito no início deste mês, afirmou que pediu a todos os seus ministros que renunciassem para que ele possa "fazer ajustes" em seu gabinete.
O presidente se diz frustrado com a demora na revolução socialista na Venezuela e espera tornar o processo mais ágil com essas medidas.
Em relação às críticas da oposição, Cháves afirma que as medidas não são antidemocráticas e que ele pretende simplesmente livrar-se da ineficiência e da burocracia na política venezuelana.
Dirigentes do segundo maior partido político da Venezuela, o Podemos (Pela Democracia Social), estiveram reunidos nesta segunda-feira em Caracas para analisar a possibilidade de anexação ao Partido Socialista Unido da Venezuela.
Segundo a Agência Bolivariana de Notícias, o resultado da reunião será conhecido nesta terça-feira.