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18 de dezembro, 2006 - 12h00 GMT (10h00 Brasília)

Cubanos dizem a americanos que Fidel 'não está morrendo'

Autoridades cubanas informaram a congressistas americanos que o líder cubano, Fidel Castro, não está com câncer ou qualquer outro tipo de doença grave.

O chefe da delegação americana que visitou o país recebeu a informação de que Fidel assumiria de volta seu cargo, mas não foram esclarecidos detalhes a respeito de seu estado de saúde.

O líder veterano entregou o poder em Cuba de forma provisória para seu irmão, Raúl Castro, em julho, quando passou por uma cirurgia intestinal urgente.

O grupo de congressistas americanos, o maior a visitar a ilha desde a revolução de 1959, está tentando o diálogo com o governo cubano.

Mas Jeff Flake, um congressista republicano que liderou a delegação, disse que as autoridades cubanas indicaram que não vão ocorrer mudanças econômicas e políticas.

O grupo chegou na sexta-feira e se reuniu com o ministro do Exterior, Felipe Perez Roque, com o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, e com a ministra das Indústrias Básicas, Yadira Garcia.

Os americanos não esperavam mais encontrar o presidente interino Raúl Castro quando deixaram a ilha, no domingo.

'Sem mudanças'

O presidente Fidel Castro, de 80 anos, não foi visto em público nos últimos quatro meses e poucos detalhes a respeito de sua saúde foram divulgados.

"Todas as autoridades (cubanas) nos disseram que a doença (de Fidel Castro) não é câncer, não é terminal, e que ele voltará", disse o congressista americano Jeff Flake.

O enviado acrescentou que esperava se reunir com Raúl Castro como parte de sua quinta viagem à ilha, mas afirmou que a reunião não iria acontecer.

"Parece que o governo cubano pode não estar pronto para afirmar que uma nova era começou e talvez aquela reunião iria sugerir isto", disse Flake.

Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba depois da tomada de poder por Fidel Castro, em 1959, e colocaram em prática um embargo econômico contra a ilha em 1960.

Flake afirmou que esperava que as autoridades fossem menos cautelosas a respeito de possíveis mudanças políticas e econômicas.

"Na verdade, foi o oposto, não vão ocorrer mudanças", disse.