18 de dezembro, 2006 - 10h21 GMT (08h21 Brasília)
O governo da Coréia do Norte disse nesta segunda-feira que não vai considerar paralisar seu programa nuclear enquanto as sanções impostas pela ONU em outubro - após o país ter testado uma bomba nuclear - não forem suspensas.
A exigência foi feita pelos norte-coreanos na abertura das negociações entre seis países sobre a questão, retomadas após uma suspensão de um ano.
A Coréia do Norte advertiu que aumentará seu arsenal nuclear se suas demandas não forem atendidas.
As negociações, em Pequim, contam com representantes das Coréias do Norte e do Sul, da China, da Rússia, do Japão e dos Estados Unidos.
Segundo alguns analistas, a Coréia do Norte usualmente adota posições iniciais duras como tática de negociação.
Estados Unidos
Diplomatas presentes na reunião em Pequim disseram que os norte-coreanos apresentaram uma lista de demandas que incluem ainda o fim de sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.
A delegação norte-coreana deve se reunir em privado com os representantes dos Estados Unidos ainda nesta segunda-feira.
Segundo o correspondente da BBC em Pequim, nenhum dos seis países presentes parece otimista sobre possíveis avanços nas negociações.
As sanções da ONU foram impostas à Coréia do Norte após o país ter testado um míssil em julho e posteriormente explodido seu primeiro dispositivo nuclear em outubro, levando à condenação internacional.