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17 de dezembro, 2006 - 13h04 GMT (11h04 Brasília)

Premiê britânico promete apoio total a governo iraquiano

O primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que a Grã-Bretanha vai apoiar "firmemente" o governo do Iraque em sua batalha contra terroristas.

Em uma visita-surpresa ao Iraque, Blair também pediu a todos os países do Oriente Médio que apóiem os líderes iraquianos na busca pela democracia.

Ele acrescentou que a operação de transferência do comando da segurança da cidade de Basra para os iraquianos está indo bem.

Porém, as tropas britânicas permanecerão no Iraque "até o trabalho ser concluído", disse o premiê.

Blair se encontrou com líderes iraquianos, entre eles o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, durante uma viagem que faz pelo Oriente Médio.

Desafio

Em uma entrevista coletiva concedida juntamente com Al-Maliki, Blair disse que a Grã-Bretanha está determinada em não permitir que terroristas e a violência sectária destruam as tentativas de se estabelecer uma democracia no país.

Na conversa que teve com Al-Maliki, Blair reiterou a determinação da Grã-Bretanha de "apoiar firmemente" o governo e a população do Iraque.

Ele disse querer assegurar que a democracia "não seja destruída por terrorismo, por sectarismo, por aqueles que querem viver no ódio em vez de em paz".

"E nós vamos continuar apoiando vocês em todos os aspectos neste desafio que é importante para o Iraque, importante para a região e importante para o mundo", disse Blair.

Retirada

O primeiro-ministro defendeu planos para uma retirada gradual das tropas britânicas de Basra, no sul do país, e disse que esta não é uma mudança de direção.

"Esta não é uma mudança na nossa política", disse Blair. "Esta é a nossa política. Nossa política é a de que as forças iraquianas são capazes de assumir o controle da cidade de Basra, portanto nossas forças vão recuar e assumir um papel de apoio."

O premiê acrescentou que existe uma "obrigação muito forte para que todos os países da região apóiem o primeiro-ministro (iraquiano) e seu governo".

Blair também elogiou a "coragem" de Al-Maliki em relação ao que ele descreveu como "tempos difíceis e desafiantes".