16 de dezembro, 2006 - 19h15 GMT (17h15 Brasília)
O presidente americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, manifestaram apoio neste sábado à proposta do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de antecipar as eleições nos territórios palestinos para pôr fim à violência na região.
A porta-voz da Casa Branca, Jeanie Mamo, disse neste sábado que o presidente americano, George W. Bush, espera que um novo pleito leve à formação de um novo governo na Autoridade Palestina que renuncie à violência e reconheça o Estado de Israel.
“Enquanto (reconhecemos que) eleições são um assunto interno, esperamos que isso possa pôr fim à violência e levar à formação de uma Autoridade Palestina comprometida com os princípios do Quarteto”, disse Mamo, em referência ao grupo de negociadores que mediam a questão palestina – Estados Unidos, União Européia, Rússia e Nações Unidas.
Em viagem ao Egito, o primeiro-ministro britânico pediu que a comunidade internacional apoie os esforços de Abbas para resolver o impasse na Palestina e melhorar as condições de vida do povo nos territórios.
No Cairo, Blair disse que a proposta de Abbas é “um indício forte de que o presidente palestino está procurando uma saída para o impasse no processo de paz”.
Uma porta-voz de Israel disse que “o governo israelense apóia palestinos moderados que conseguem negociar com Israel sem recorrer à violência. Abu Mazen (como também é conhecido Mahmoud Abbas) é esse tipo de líder”.
Fatah e Hamas
O pedido para a antecipação das eleições presidenciais e parlamentares foi feito pelo presidente palestino Mahmoud Abbas em um discurso na televisão neste sábado.
Abbas disse que o pleito ajudaria a acabar com a violência, que aumentou nos últimos dias depois dos choques entre os seguidores de seu grupo, o Fatah, e da facção do governo, o Hamas.
O Hamas, que foi eleito em janeiro, imediatamente rejeitou a proposta de Abbas.
Muitos palestinos dizem que Abbas não tem autoridade direta para dissolver o governo, apesar de ele afimar que tem poder para tanto.
Caberá ao Comitê Eleitoral Central decidir a questão.