A Justiça paquistanesa decidiu nesta quarta-feira não indiciar, por falta de provas, um cidadão britânico acusado de planejar ataques a bomba contra aviões transatlânticos a partir de Londres, em agosto.
O Paquistão havia apresentado Rauf como um dos líderes responsáveis pelo suposto plano. Sua prisão, no Paquistão, desencadeou prisões de vários suspeitos na Grã-Bretanha que estariam participando do suposto plano.
As autoridades Paquistanesas descreviam o detido como uma figura importante no plano. E as autoridades britânicas afirmaram que frustraram este plano com a ajuda do Paquistão em agosto.
Um tribunal antiterrorismo em Rawalpindi não encontrou provas de que Rauf estava envolvido em atividades terroristas ou que ele pertencia a uma organização terrorista.
Falsificação
O juiz transferiu o caso de Rashid Rauf de uma corte especial que analisa casos de combate ao terrorismo para a Justiça comum, onde ele deve enfrentar acusações mais leves, como falsificação.
Além de acusações de falsificação, Rauf também era acusado de levar explosivos.
O advogado de Rauf disse que as provas da polícia se resumem apenas a garrafas de peróxido de hidrogênio, encontradas com o acusado.
O peróxido de hidrogênio é um desinfetante que pode ser usado para fabricação de bombas se outros elementos químicos forem adicionados.
Em agosto, o governo britânico pediu a extradição de Rauf, um britânico de origem paquistanesa, por envolvimento com um assassinato ocorrido em 2002.
A Scotland Yard não informou o caso de assassinato no qual esse pedido estaria baseado.
O governo no Paquistão, que não tem tratado de extradição com a Grã-Bretanha, afirmou que está analisando o pedido.