13 de dezembro, 2006 - 15h36 GMT (13h36 Brasília)
Uma nova onda de ataques deixou pelo menos 41 mortos no Iraque nesta quarta-feira, um dia depois de a explosão de um carro-bomba ter deixado pelo menos 70 mortos em Bagdá.
Na capital iraquiana, pelo menos 15 pessoas morreram em atentados com carros-bomba.
Segundo a agência France Presse, dois ataques atingiram trabalhadores que procuravam emprego no subúrbio de Jadida. Pelo menos cinco pessoas morreram e dez ficaram feridas nessas explosões.
Antes desses ataques, um carro-bomba havia explodido no subúrbio de maioria xiita de Kamaliya, no leste da cidade, matando pelo menos dez pessoas e ferindo 25.
Ao sul de Bagdá, no vilarejo de Hesna, homens armados mataram a tiros nove pessoas de uma mesma família xiita.
No norte do Iraque, suicidas detonaram dois caminhões-bomba em uma base militar na cidade de Riyadh, matando pelo menos sete soldados iraquianos.
A base, que abrigava uma unidade de soldados especializada na proteção de oleodutos, fica a 60 km ao sul da cidade de Kirkuk.
Violência
Militantes sunitas são apontados como culpados pela onda de ataques contra a maioria xiita iraquiana nas últimas semanas. No dia 23 de novembro, mais de 200 pessoas morreram em uma série de explosões em Cidade Sadr.
O mês de novembro foi o mais sangrento desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003.
A escalada da violência aumentou a pressão para que os Estados Unidos apresentem uma nova estratégia para o Iraque.
Na semana passada, o aguardado relatório encomendado pelo governo americano foi divulgado e pediu ações urgentes para evitar que o Iraque “escorregue em direção ao caos”.
O relatório apresentou 79 recomendações. O presidente americano, George W. Bush, reconheceu a necessidade de uma nova estratégia, mas até agora não aceitou as sugestões principais do documento – entre elas a inclusão de Irã e Síria no debate.
Na terça-feira, a Casa Branca disse que não vai anunciar nenhuma mudança em sua política para o Iraque até o Ano Novo.
O segundo mais alto comandante americano no Iraque, comandante-general Peter Chiarelli, disse na terça-feira que a redução do desemprego e a melhora nos serviços podem ajudar a diminuir a violência no país.
Chiarelli, que está saindo do Iraque, afirmou que a força militar não pode resolver a situação sozinha.