12 de dezembro, 2006 - 19h51 GMT (17h51 Brasília)
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira em Teerã que Israel - a que se refere como o "regime sionista" - vai desaparecer.
"Assim como a União Soviética desapareceu, em breve o regime sionista desaparecerá", afirmou ele, durante uma conferência cuja realização já causava polêmica por questionar a existência do Holocausto.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o evento é "inacreditavelmente chocante".
Blair descreveu o Irã como "a maior ameaça estratégica" para o Oriente Médio, dizendo que "o Irã está deliberadamente causando o máximo de problemas para governos moderados na região, na Palestina, no Líbano e no Iraque".
Para o premiê, existe "pouco sentido" em incluir o Irã em negociações regionais "a menos que eles (os iranianos) estejam preparados para serem construtivos".
'Afronta'
Os Estados Unidos classificaram a conferência como "uma afronta para o mundo civilizado".
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que rejeita "da maneira mais incisiva a conferência realizada no Irã e a suposta não existência do Holocausto".
O Vaticano emitiu uma nota nesta terça-feira dizendo que o Holocausto judeu foi uma "tragédia imensa ante a qual não podemos permanecer indiferentes".
Desde que assumiu o poder no Irã, em agosto de 2005, Mahmoud Ahmadinejad tem provocado protestos da comunidade internacional com seus comentários sobre Israel e os judeus.
Ele já chegou a dizer, por exemplo, que Israel tinha de ser "eliminado" do mapa e que o Holocausto era um "mito".