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07 de dezembro, 2006 - 19h16 GMT (17h16 Brasília)

Turquia propõe abertura ao Chipre para entrar na UE

A Turquia propôs nesta quinta-feira oferecer acesso limitado de seu território ao Chipre, num gesto considerado importante pela União Européia (UE) para que o país passe a fazer parte do bloco no futuro.

Acredita-se que a oferta, que está sendo analisada por embaixadores da UE, não tem como pré-condição o fim do isolamento internacional da República Turca do Norte de Chipre – que é reconhecida oficialmente apenas pela Turquia.

Os embaixadores estariam discutindo quantos portos ou aeroportos turcos seriam abertos ao Chipre. A oferta da Turquia teria duração de apenas um ano.

Representantes da Grã-Bretanha e da Finlândia disseram que a proposta turca é positiva, mas o ministro do Exterior de Chipre, George Lillikas, disse que ela é uma piada e que foi pensada apenas para impressionar representantes do bloco.

“Mão dupla”

Líderes dos países da UE devem decidir em um encontro nos dias 14 e 15 deste mês se autorizam uma suspensão parcial do processo de adesão da Turquia ao bloco.

A União Européia vem exigindo da Turquia a abertura do país ao Chipre, que já é membro do bloco, como condição para que os turcos possam ser aceitos na organização.

Na semana passada a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia, recomendou a suspensão de oito dos 35 itens da pauta de negociação para a entrada da Turquia no bloco, justamente devido ao impasse em relação ao Chipre.

Um porta-voz do governo da Finlândia – país que ocupa a presidência rotativa da UE – disse que ainda não está claro se a proposta turca satisfaz as exigências do bloco.

Ele também disse que os detalhes da oferta, como a data para os portos ou aeroportos turcos serem abertos ao Chipre, ainda precisariam ser definidos.

A Turquia já pediu que a UE autorize o comércio de países do bloco com o norte do Chipre por meio de um porto e de um aeroporto no território.

Um representante do Ministério do Exterior da Turquia disse à agência Reuters que a negociação para a entrada do país na EU “é uma acordo de mão dupla. Nós pediríamos o mesmo número de portos e aeroportos abertos de cada lado”.