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07 de dezembro, 2006 - 11h49 GMT (09h49 Brasília)

Milícias somalis prometem lutar contra força de paz

As milícias islâmicas que controlam a maior parte do sul e do centro da Somália rejeitaram a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU para o envio de forças de paz ao país e ameaçaram combatê-las se forem enviadas.

A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança pede o envio de uma força africana de 8 mil homens para auxiliar o governo de transição do país, combatido pelas milícias islâmicas.

Ela também pede o afrouxamento do embargo de armas ao país para permitir que as forças do governo se rearmem.

“Nós achamos que isso cria instabilidade na Somália. A maioria do país está calmo”, disse à BBC Ibrahim Adow, porta-voz da milícia União das Cortes Islâmicas.

“As forças estrangeiras serão consideradas como forças invasoras, e a população somali está preparada para se defender contra a agressão”, disse Adow.

A resolução proposta pelos Estados Unidos e aprovada por unanimidade diz que o governo de transição representa “o único caminho para alcançar a paz e a estabilidade” no país, que está desde 1991 sem um governo central efetivo.

Adow alega que apoiar o governo de transição, que somente controla a cidade de Baidoa (a 250 quilômetros da capital, Mogadíscio) e seus arredores, criaria mais problemas e complicações para a Somália.

Os países vizinhos foram expressamente proibidos de contribuir com a força internacional à Somália. A ONU já havia acusado dois países na região – a Etiópia e a Eritréia – de manter tropas na Somália apoiando diferentes facções no conflito interno.