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07 de dezembro, 2006 - 20h45 GMT (18h45 Brasília)

Mais sete são contaminados com polônio em Londres

Sete funcionários do bar de um hotel em Londres que foi visitado pelo ex-espião russo Alexander Litvinenko também foram contaminados pela substância radioativa polônio-210, informou nesta quinta-feira a agência britânica de vigilância sanitária (HPA, na sigla em inglês).

Litvinenko morreu há duas semanas supostamente devido à contaminação por polônio-210. A Polícia britânica, que investiga a morte do russo, está tratando o caso como assassinato por envenenamento.

A quantidade de polônio-210 encontrada no corpo dos funcionários do Pine Bar, do hotel Millenium, é pequena, mas suficiente para aumentar o risco de eles desenvolverem algum tipo de câncer. Até o momento, nenhum funcionário apresentou sintomas de doença.

A agência britânica está pedindo a todos que visitaram o bar do hotel em 1º de novembro – mesmo dia em que Litvinenko se encontrou no local com um contato – que façam testes para verificar se também houve contaminação.

Enterro

Nesta quinta-feira, Litvinenko foi enterrado em Londres. Cerca de 50 pessoas compareceram ao enterro no cemitério de Highgate, na capital britânica.

Antes de morrer, Litvinenko divulgou uma nota em que ele culpou o presidente russo, Vladimir Putin, pelo envenenamento.

Em Moscou, há informações divergentes sobre o estado de saúde do empresário Dmitry Kovtun, uma das últimas pessoas a se encontrar com Litvinenko antes que ele apresentasse algum sintoma.

A agência russa Interfax divulgou que Kovtun estaria em coma, com sinais de contaminação. Outras fontes, no entanto, negaram a informação.

O governo russo afirmou que pretende conduzir investigações paralelas à apuração da polícia britânica sobre o caso.

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