http://www.bbcbrasil.com

07 de dezembro, 2006 - 06h09 GMT (04h09 Brasília)

Chávez afirma que quer reforçar unidade sul-americana

Em sua primeira viagem após ser reeleito no último domingo, o presidente venezuelano Hugo Chávez chegou ao Brasil nesta quarta-feira e reiterou seu apelo para a união da América do Sul.

"Para mim, Brasília é mais importante, e por isso estou aqui", respondeu Chávez, segundo a agência de notícias Reuters, a jornalistas que perguntavam sobre um possível diálogo de seu governo com o dos Estados Unidos.

"Vamos avaliar, mas não é nada prioritário para nós um governo que já se vai", afirmou Chávez, referindo-se ao presidente americano George W. Bush, que deverá deixar o poder dentro de dois anos.

"Prioritária, fundamental, é a conexão Caracas-Brasília-Buenos Aires-Montevidéu, o eixo da integração do sul", afirmou Chávez, segundo a Reuters.

Na terça-feira, em Caracas, o presidente da Venezuela havia dito que estava disposto a conversar com os Estados Unidos, mas que duvidava das intenções do governo americano de aproximação entre os países.

Energia

Na noite de quarta-feira, Chávez jantou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.

Nesta quinta-feira, os dois presidentes terão uma reunião de trabalho no Palácio do Planalto.

Segundo um comunicado da Presidência da República, durante o encontro, "o presidente Lula deverá repassar com seu colega venezuelano projetos na área energética que envolvem os dois países e as empresas Petrobras e PDVSA, tais como a refinaria binacional Abreu e Lima, a exploração de gás do campo Mariscal Sucre e a exploração conjunta dos campos de petróleo na Faixa do Orinoco".

O projeto do Gasoduto do Sul, que levará gás venezuelano à Argentina, também será discutido na reunião.

Os dois presidentes vão fazer ainda um balanço sobre o intercâmbio comercial entre Brasil e Venezuela.

"O presidente Lula deverá aproveitar o encontro para conversar sobre a Comunidade Sul-Americana de Nações, duja próxima reunião de chefes de Estado será realizada em Cochabamba (Bolívia) nos dias 8 e 9", diz o comunicado.