05 de dezembro, 2006 - 17h20 GMT (15h20 Brasília)
Robert Gates, indicado pelo presidente americano George W. Bush para a Secretaria de Defesa dos Estados Unidos, admitiu a uma comissão do Senado americano nesta terça-feira que o país "não está ganhando a guerra no Iraque".
Gates, enfrentando uma sabatina antes de ser confirmado no cargo, disse que ele está aberto a novas idéias sobre como lidar no Iraque.
Ele advertiu que a situação no país ainda vai moldar o panorama no Oriente Médio pelos próximos anos.
"Os próximos anos vão determinar se os povos americano e do Iraque e o próximo presidente dos Estados Unidos vão enfrentar uma situação de melhora lenta e gradual ou o risco muito real e possível de um conflito regional", afirmou.
Gates concordou com a avaliação da comissão de que a situação no Iraque é "inaceitável" e disse que, se lhe for recomendado por um grupo de analistas que atualmente estuda a estratégia americana no país, pode adotar mudanças táticas.
A indicação de Gates deve entrar na pauta de votação do Senado ainda nesta semana.
Iraque
Sobre a escolha de Gates para chefiar o Pentágono, o senador democrata Carl Levin afirmou que os Estados Unidos precisam de alguém que "fale a verdade" e não "conte apenas aquilo que o presidente quer ouvir".
Gates participou da comissão que atualmente estuda alternativas para a política americana no Iraque antes de ser indicado a Secretaria de Defesa.
O relatório final do grupo chefiado pelo ex-secretário de Estado James Baker, com recomendações sobre o Iraque, deve ser divulgado na quarta-feira.
Se tiver o nome aprovado pelo Senado, Robert Gates deve substituir um dos principais nomes do gabinete americano no primeiro mandato de Bush, o secretário Donald Rumsfeld.
Ele pediu demissão pouco depois da derrota republicana nas eleições de meio período nos Estados Unidos.
Nesta semana, foi a vez do embaixador americano na ONU, John Bolton, pedir para deixar o cargo.