02 de dezembro, 2006 - 18h31 GMT (16h31 Brasília)
Mais de 50 pessoas foram mortas e pelo menos 90 ficaram feridas neste sábado em um atentado com três carros-bomba no centro da capital do Iraque, Bagdá.
As três bombas, escondidas em carros estacionados, explodiram em um curto intervalo de tempo em uma movimentada área comercial do distrito de maioria xiita Al-Sadriyah.
De acordo com uma testemunha, duas das explosões ocorreram em frente a um mercado de verduras e legumes. Diversas lojas e bancas da região também foram atingidas.
"A primeira explosão sacudiu a área, e um grande pedaço da bomba caiu perto de mim", disse a testemunha à agência de notícias Reuters. "Vi pessoas carregando corpos e outras, confusas, correndo em todas as direções."
Andrew North, repórter da BBC em Bagdá, diz que a impressão na cidade é que o triplo atentado foi mais um ataque sectário de radicais iraquianos.
Homens armados
De acordo com a agência Reuters, outras nove pessoas foram mortas em Bagdá e nos arredores da cidade em novos episódios de violência registrados neste sábado.
Um dos mortos foi um policial baleado por homens armados que abriram fogo contra um posto de controle perto do hospital Yarmouk, no oeste de Bagdá.
A polícia iraquiana também investiga um acidente que deixou 20 mortos no sul da capital iraquiana.
As mortes ocorreram quando um caminhão, que viajava em alta velocidade, atropelou um grupo de pessoas que esperava um ônibus na região.
Os incidentes deste sábado ocorreram pouco depois de forças iraquianas e americanas terem lançado um ataque contra esconderijos de insurgentes na cidade de Baquba. Mais de 30 suspeitos foram presos na operação.
Em meio aos últimos incidentes, Abdul-Aziz Al-Hakim, líder do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, rejeitou a idéia de que uma conferência internacional sobre o Iraque seja realizada.
Hakim, que deve se encontrar com o presidente americano, George W. Bush, em Washington, na semana que vem, disse que a proposta sugerida pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, é "irreal, incorreta e ilegal".
De acordo com o político xiita, os problemas no Iraque têm de ser resolvidos pelos iraquianos e apenas o primeiro-ministro Nouri Maliki pode encontrar uma solução para o país porque foi eleito democraticamente.