02 de dezembro, 2006 - 20h05 GMT (18h05 Brasília)
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enviou uma carta a Fidel Castro em que se diz certo da vitória nas eleições presidenciais deste domingo e "dedica o triunfo" ao líder cubano.
Por causa das eleições venezuelanas, Chávez não participou neste sábado das cerimônias em homenagem aos 80 anos de Fidel e aos 50 anos do desembarque em Cuba do iate Granma, símbolo do início da guerrilha que levou Fidel ao poder.
"Em 3 de dezembro, o povo venezuelano vai comemorar e celebrar este cinqüentenário com uma grande vitória popular, uma vitória de uma qualidade e uma profundidade que vai assombrar o mundo", afirma Chávez, na carta, de acordo com o jornal Granma, diário do Partido Comunista cubano.
"Desde já, Fidel, dedicamos a você este triunfo e também o dedicamos, de todo coração, ao povo cubano irmão", acrescenta o texto.
Na carta, o presidente da Venezuela saúda Fidel como "pai revolucionário" e pede que o líder cubano siga por "muitos anos mais" com a "disposição que conhecemos".
"Precisamos que continue dando a bela lição de integridade e fidelidade ao capitalismo que foi e é a sua vida: dando exemplo de coragem, de audácia histórica e de lucidez revolucionária", afirma a carta.
"Nossa América e o mundo precisam de você para continuar impulsionando, como sempre, as novas ondas e os novos combares de nossos povos", conclui Chávez, que encerra a carta com o bordão "até a vitória sempre".
Fim de campanha
A campanha eleitoral na Venezuela acabou oficialmente na manhã de sexta-feira. Neste fim de semana, os candidatos não podem mais fazer atos públicos ou divulgar material de campanha.
Os venezuelanos terão que escolher entre 18 candidatos de 86 partidos diferentes. A tela da máquina de votação é organizada por partido.
O presidente Hugo Chávez aparece 24 vezes e o principal candidato da oposição, Manuel Rosales, é apoiado por 42 partidos de várias tendências.
A consolidação de Rosales como um candidato de consenso de uma ampla coalizão partidária é vista por analistas como a grande novidade desta eleição.
A candidatura foi viabilizada há apenas três meses, quando o governo já dava como certa a reeleição de Chávez por uma ampla maioria.
A eleição é realizada em apenas um turno, e o candidato mais votado é eleito, sem a necessidade de ter de obter a maioria absoluta dos votos.