02 de dezembro, 2006 - 21h59 GMT (19h59 Brasília)
Autoridades sauditas anunciaram neste sábado a prisão de 136 pessoas suspeitas de pertencer a grupos militantes islâmicos em uma grande operação de combate ao terrorismo.
De acordo com o general Mansoor Al-Turki, porta-voz do Ministério do Interior saudita, oito células foram desarticuladas em uma série de incursões em toda a Arábia Saudita.
Em entrevista à BBC, Turki afirmou que as prisões ocorreram durante um período de dois meses e que alguns dos detidos se preparavam para realizar atentados suicidas.
O general revelou que 115 dos detidos são sauditas, e os outros, estrangeiros. O porta-voz declarou ainda que suspeitos de recrutar jovens para ataques no exterior também foram presos.
Turki disse não acreditar que os suspeitos sejam membros da organização Al-Qaeda, mas afirmou que os detidos seguem a ideologia do grupo liderado por Osama Bin Laden.
Os grupos militantes islâmicos que atuam na região são acusados de tentar minar o poder da família real saudita com ataques contra alvos ocidentais.
Os ataques na Arábia Saudita começaram em 2003 e tiveram como alvos iniciais condomínios ocupados por ocidentais. Nos últimos anos, com a adoção de medidas para reforçar a segurança, a violência diminuiu.
Em 2006, a única tentativa conhecida de ataque de militantes islâmicos no país foi evitada pelas autoridades. O alvo era o maior e mais importante complexo saudita de instalações de petróleo.