A Cruz Vermelha disse nesta segunda-feira que o governo de Mianmar ordenou o fechamento de cinco de seus escritórios no país, prejudicando o trabalho humanitário que realiza no país asiático.
Os escritórios em questão atendem a milhares de refugiados em regiões fronteiriças de Mianmar.
Com a decisão, as atividades da Cruz Vermelha em Mianmar ficarão reduzidas a alguns poucos projetos de rehabilitação para pessoas que tiveram membros amputados.
Uma porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês), disse que a organização não foi informada pelas autoridades birmanesas do porquê da decisão.
O governo de Mianmar é alvo de críticas da comunidade internacional por supostas violações dos direitos humanos e pela ausência de democracia.
Prisões
A organização disse também que continua proibida de visitar cadeias onde estariam, segundo relatos, cerca de mil prisioneiros políticos.
As visitas de representantes da ONG a prisões em Mianmar estão proibidas desde 2005 e, segundo o ICRC, o governo deixou claro que uma suspensão da proibição está fora de cogitação.
Entre os prisioneiros políticos do país está a líder do movimento democrático Aung San Suu Kyi, sob prisão domiciliar há mais de dez anos.
A Cruz Vermelha disse que está determinada a restabelecer o diálogo com o governo para que possa retomar suas operações no país.