21 de novembro, 2006 - 21h49 GMT (19h49 Brasília)
O Banco Mundial concordou em financiar o projeto da polêmica fábrica de celulose que está sendo instalada no Uruguai, próximo à fronteira com a Argentina.
A obra provocou uma disputa diplomática entre os dois membros do Mercosul.
O Banco Mundial aprovou um financiamento de US$ 520 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para a construção do complexo industrial.
“A decisão abre caminho para que se avance e se empenhe, junto com os envolvidos, na maximização dos benefícios econômicos, ambientais e sociais para as comunidades dos dois lados do rio”, disse o vice-presidente da International Finance Corp (IFC), Lars Thunell. A IFC é o braço do Banco Mundial para empréstimos privados.
Correspondentes internacionais dizem que o Uruguai está pronto para começar a construir a obra, que é o maior investimento privado da história do país.
Oposição argentina
A Argentina havia feito um pedido ao Banco Mundial para que não financiasse o projeto.
As relações entre Argentina e Uruguai estão tensas devido à "crise das papeleiras", como é chamada a disputa diplomática envolvendo a instalação da fábrica de celulose da empresa finlandesa Botnia no rio Uruguai.
O investimento na cidade uruguaia de Fray Bentos é contestado por ambientalistas das cidades vizinhas de Gualeguaychú e Colón, na Argentina, que chegaram a bloquear este ano as pontes que ligam os dois países pelo rio Uruguai.