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20 de novembro, 2006 - 22h17 GMT (20h17 Brasília)

Israel vai investigar uso de bombas de fragmentação

O Exército de Israel confirmou que vai investigar a forma como foram usadas bombas de fragmentação durante o recente conflito com o Hezbollah no sul do Líbano.

A decisão foi anunciada após denúncias contra diversas unidades que teriam usado o armamento, apesar da proibição imposta pelo chefe do Estado Maior de Israel, general Dan Halutz.

Um oficial israelense disse recentemente à BBC que o uso de bombas de fragmentação foi “premeditado” no Líbano.

Bombas de fragmentação são polêmicas porque espalham dezenas de explosivos menores ao atingirem o chão. Mais de 20 pessoas morreram no Líbano depois do conflito em função do armamento.

Um milhão de bombas

A organização não-governamental de direitos humanos Anistia Internacional afirma que 1 milhão de explosivos podem estar espalhados pelo sul do Líbano, ameaçando a vida de civis.

Na semana passada, a Noruega lançou uma campanha com o objetivo de banir o uso das bombas de fragmentação.

A iniciativa norueguesa surgiu depois de não ter havido consenso, durante uma conferência da ONU realizada na Suíça, para restringir o uso do armamento. Alguns países, como os Estados Unidos e a Rússia, são contra a proibição.