17 de novembro, 2006 - 09h13 GMT (07h13 Brasília)
O legendário craque húngaro Ferenc Puskas morreu nesta sexta-feira, aos 79 anos.
Puskas liderou a equipe de ouro da Hungria dos anos 1950 antes de se naturalizar espanhol e se transformar em uma das maiores estrelas do super-time do Real Madrid nos anos 1960.
Ele marcou 83 gols em 84 jogos pela Hungria entre 1945 e 1956, e posteriormente jogou pela Espanha a Copa do Mundo de 1962.
Após liderar a seleção húngara que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1952, ele foi parte da equipe que encantou o mundo e chegou à Copa do Mundo de 1954 como favorita.
Derrota e exílio
Apesar de toda a habilidade, Puskas teve a carreira prejudicada por dois fatores: a derrota da Hungria, por 3 a 2, na final da Copa de 1954, e seu exílio, dois anos depois.
Puskas chegou a marcar um gol na decisão de 54 contra a Alemanha. Mas não foi o suficiente.
Seu desempenho foi claramente afetado pela contusão que o havia deixado de fora das duas partidas anteriores.
Puskas se transferiu para o Real Madrid e, junto de Alfredo di Stefano, liderou uma série de campanhas vitoriosas da equipe na Espanha e em competições internacionais.
Com ele em campo, o Real venceu por três vezes a Copa dos Campeões da Europa. No total, ele marcou 512 gols pelo Real em 528 partidas.
Ele parou de jogar em 1967, tornando-se treinador de clubes em vários países.
Sob seu comando, o Panathanaikos, da Grécia, chegou à final da Copa dos Campeões em 1971.
Recentemente Puskas foi votado o quarto maior jogador do século 20 pela Federação Internacional para História e Estatísticas do Futebol.
Puskas, que sofria do mal de Alzheimer e estava hospitalizado há seis anos, morreu por volta das 7h (4h de Brasília) em Budapeste, após ter contraído uma pneumonia.