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17 de novembro, 2006 - 19h41 GMT (17h41 Brasília)

Civil estrangeiro é assassinado após seqüestro no Iraque

Um civil estrangeiro que havia sido seqüestrado no sul do Iraque foi assassinado, afirmou nesta sexta-feira o governador da província de Basra.

Há relatos não confirmados de que outras duas pessoas – de um total de cinco civis estrangeiros que haviam sido seqüestrados – foram soltas.

Os cinco civis – quatro americanos e um austríaco – trabalhavam como seguranças particulares de uma empresa sediada no Kuwait e foram atacados na quinta-feira enquanto viajavam em um comboio de 19 veículos de Basra à Nasiriya.

A nacionalidade do civil assassinado não foi revelada. Tropas americanas e britânicas montaram operações na região para procurar os seqüestrados.

“A polícia conseguiu libertar dois dos estrangeiros seqüestrados e eles estão com boa saúde”, disse o governador de Basra, Mohammed al-Waili, à agência de notícias Associated Press.

Controle iraquiano

O comboio foi organizado pela empresa Crescent Security Group, que oferece serviços de segurança no Iraque. No seu website, ela oferece "a condução de comboios para acompanhar um número cada vez maior de militares da coalizão, funcionários de embaixadas e prestadores de serviço do governo".

Nos Estados Unidos, a família de Paul Rueben, de 39 anos, disse que ele era um dos civis seqüestrados. Segundo a sua cunhada, ele disse recentemente que planejava deixar o Iraque nos próximos dias, devido à violência no país.

Os reféns capturados na maioria dos seqüestros no sul do Iraque costumam ser libertados, ao contrário dos que ocorrem em áreas predominantemente sunitas mais ao norte do país.

A cidade de Nasiriya voltou para o controle iraquiano em setembro.

Bagdá

As informações sobre o seqüestro de uma centena de funcionários do ministério da Educação Superior em Bagdá na terça-feira continuam conflitantes.

Líderes xiitas e sunitas estão dando versões diferentes sobre os desdobramentos do caso.

O ministro da Educação Superior, um sunita, disse que mais da metade das vítimas ainda estava sendo mantida em cativeiro.

Mas o porta-voz do ministério do Interior, controlado por xiitas, disse que todos os funcionários do governo foram libertados, embora algumas outras pessoas capturadas na mesma ocasião ainda estariam detidas pelos seqüestradores.