13 de novembro, 2006 - 12h57 GMT (10h57 Brasília)
A Coréia do Sul afirmou que não vai se juntar a um plano liderado pelos Estados Unidos para interceptar e fazer buscas em navios suspeitos da Coréia do Norte segundo informações oficiais.
O governo da Coréia do Sul está sob crescente pressão para se juntar à Iniciativa de Proliferação de Segurança (PSI, na sigla em inglês) desde que a Coréia do Norte fez um teste nuclear no dia 9 de outubro.
Representantes do governo afirmam que a Coréia do Sul não quer se opor ao Norte que estaria tomando medidas para retornar à mesa de negociações do grupo de seis países que discutem o programa nuclear do país comunista.
O anúncio ocorreu no momento em que países finalizam relatórios para a ONU sobre a imposição de sanções contra a Coréia do Norte.
O vice-ministro do Exterior da Coréia do Sul, Park In-kook, disse a jornalistas que a Coréia do Sul apóia o "propósito e princípios" da PSI.
Mas o vice-ministro afirmou que a Coréia do Sul não vai se juntar formalmente à iniciativa "em consideração às circunstâncias especiais na península coreana".
Autoridades da Coréia do Sul estariam preocupadas e acreditariam que a interceptação de um navio da Coréia do Norte poderia desencadear um confronto armado.
Ajuda
Park afirmou que a decisão da Coréia do Sul pode mudar, dependendo do progresso das negociações entre o grupo de seis países, que devem recomeçar dentro das próximas semanas.
A questão da Coréia do Norte deve dominar a pauta quando 21 líderes mundiais se reunirem no Vietnã neste final de semana para o fórum de Cooperação Econômica da região Ásia-Oceano Pacífico (Apec, na sigla em inglês).
Lee Kwan-se, representante do Ministério da Unificação, afirmou que a Coréia do Sul vai continuar com sanções que introduziu antes mesmo do teste nuclear realizado em outubro - incluindo a suspensão de ajuda humanitária para a Coréia do Norte.
A Coréia do Sul é um dos vários países que devem submeter um relatório à ONU nesta segunda-feira, esboçando como o país vai implementar as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, entre elas o embargo de armas, a proibição de viagens para autoridades importantes e a proibição de exportação de bens de luxo.
A PSI é uma iniciativa voluntária lançada pelos EUA em 2003 como uma forma de impedir a proliferação de armas de destruição em massa através da interceptação e inspeção de navios cargueiros suspeitos no mar.