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11 de novembro, 2006 - 17h14 GMT (15h14 Brasília)

Abbas crê em governo palestino unitário antes de dezembro

Um governo de coalizão palestino poderia ser indicado nas próximas semanas, anunciou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, durante um discurso em homenagem ao seu antecessor, Yasser Arafat.

Segundo Abbas, as negociações para incluir no seu governo o partido rival Hamas, que venceu as eleições legislativas realizadas em janeiro, tiveram um "grande progresso".

"Anuncio ao nosso povo a alegre notícia que nós alcançamos um grande progresso no caminho para estabelecer um governo de coalizão palestino que possa acabar com o impasse e abrir espaço para um acordo político", disse Abbas, que é lider do partido Fatah.

"Espero, se Deus quiser, que esse governo será formado antes do final deste mês", completou.

Governo unitário

Abbas e o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ismail Haniya, estão envolvidos em negociações para a formação de um governo de união nos territórios palestinos, capaz de pôr fim à disputa de poder na região.

As discussões sobre a formação de um governo que seja aprovado pela comunidade internacional estão travadas há meses.

Desde janeiro, Israel, Estados Unidos e União Européia impuseram sanções à administração do Hamas, considerada uma organização terrorista por tais nações.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro Haniya disse que ele e Abbas haviam concordado em discutir "os arranjos necessários para formação do governo" em "duas ou três" semanas.

"Então poderemos trazer boas marés ao povo palestino, fortalecendo a união por meio de um governo de unidade nacional", ele declarou.

Renúncia

Haniya disse ainda que poderia deixar o cargo se os países ocidentais concordassem em levantar o embargo econômico que impuseram depois que o Hamas venceu as eleições legislativas realizadas em janeiro.

"Já disse que, se para os europeus e americanos e outros, o primeiro-ministro for um obstáculo para levantar o embargo ao povo palestino, então o primeiro-ministro deve renunciar, de forma que o barco do povo palestino possa zarpar com todos nós", afirmou Haniya, em uma coletiva transmitida pelo canal de TV árabe Al Jazeera.

O Hamas é considerado uma organização terrorista por Estados Unidos, União Européia e Israel – país cuja existência o Hamas se recusa a reconhecer.