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09 de novembro, 2006 - 20h36 GMT (18h36 Brasília)

Argentina pede prisão de ex-presidente do Irã

Um juiz argentino determinou nesta quinta-feira a prisão do ex-presidente do Irã Akbar Hashemi Rafsanjani e de outras oito ex-autoridades iranianas, por causa do suposto envolvimento deles num atentado contra um centro judaico em Buenos Aires em 1994.

No mês passado, a Argentina acusou o Irã de planejar o ataque contra o prédio da Associação Mútua Israelita-Argentina (AMIA), no qual morreram 85 pessoas e 300 ficaram feridos.

Segundo a promotoria argentina, autoridades iranianas mandaram membros da milícia Hezbollah realizar o ataque.

O Irã rejeitou as alegações e qualificou a iniciativa da Justiça argentina como um “plano sionista” contra o país.

A explosão, ocorrida no dia 18 de julho de 1994, reduziu a ruínas o prédio do centro judaico na capital argentina, que tinha sete andares.

Nenhuma condenação

O governo do presidente argentino Néstor Kirchner tem dito que está determinado a fazer justiça no caso, pelo qual ninguém foi condenado até hoje.

Ao longo dos anos, surgiram várias acusações de incompetência e acobertamento nas investigações, mas pouco se avançou na produção de provas.

Algumas figuras de pouca importância chegaram a ser acusadas, incluindo um policial que vendeu a perua usada no ataque.

Grupos judaicos da Argentina dizem que o ataque teve as marcas de militantes islâmicos apoiados pelo Irã.

O bombardeio da embaixada israelense em Buenos Aires em 1992, que matou 29 pessoas, também permanece sem solução.