07 de novembro, 2006 - 10h23 GMT (07h23 Brasília)
O ex-líder iraquiano Saddam Hussein está de volta nesta terça-feira ao tribunal em Bagdá para seu julgamento por acusações de genocídio, dois dias após ter sido condenado à morte no julgamento de um outro caso.
No segundo julgamento, Saddam está respondendo por acusações ligadas a uma campanha militar contra a população curda no norte do Iraque no fim dos anos 1980.
Mais de 180 mil pessoas teriam morrido pela repressão do regime de Saddam durante a Operação Anfal.
O julgamento foi retomado após o fim do toque de recolher imposto antes do anúncio do veredicto do primeiro caso.
Espera
Ainda não está claro se as autoridades iraquianas aguardarão o fim do segundo julgamento antes de executar a sentença do primeiro caso.
Saddam Hussein foi condenado no domingo à morte por enforcamento por causa do assassinato de 148 pessoas no vilarejo de Dujail, de maioria xiita, após uma tentativa de assassiná-lo, em 1982.
O governo do primeiro-ministro Nouri Maliki, liderado pelos xiitas, já deixou claro que deseja que a execução de Saddam ocorra o mais breve possível, mas alguns políticos curdos dizem querer que o caso Anfal seja julgado antes.
Outros julgamentos ainda serão possíveis por acusações relacionadas à repressão a um levante xiita em 1991 e à repressão à população dos pântanos no sul do Iraque.