03 de novembro, 2006 - 14h32 GMT (11h32 Brasília)
O ex-premiê israelense, Ariel Sharon, foi transferido para a unidade de terapia intensiva em decorrência de uma infecção cardíaca, segundo informou o hospital onde ele está internado.
Sharon, de 78 anos, está sendo mantido em coma desde que sofreu um derrame cerebral sério no começo de janeiro.
Sharon foi sucedido no cargo pelo então vice-premiê, Ehud Olmert, depois eleito primeiro-ministro em março.
Sharon não recobrou a consciência depois de ter sido submetido a uma cirurgia no cérebro, embora sua condição tenha flutuado no decorrer do ano
Ele também enfrentou uma pneumonia e uma insuficiência renal que exigiu diálise.
Longa carreira
Ariel Sharon foi eleito pela primeira vez para o Knesset, o parlamento israelense, em 1973, e teve inúmeras participações no governo do país antes de assumir o posto de primeiro-ministro em 2001.
Ex-comandante militar, Sharon planejou a desastrosa invasão do Líbano por Israel em 1982, quando era ministro da Defesa.
No início da década de 90, como ministro da Habitação, ele incentivou a maior ampliação de assentamentos judeus nos territórios ocupados da Faixa de Gaza e da Cisjordânia desde a invasão inicial de 1967.
No entanto, como primeiro-ministro, Sharon manteve sua decisão de retirar colonos judeus da Faixa de Gaza e partes da Cisjordânia. O processo, concluído em agosto de 2005, provocou a ira dos seus mais fiéis seguidores e foi rechaçado pelo seu então partido, o Likud.
Sharon também comandou a construção da polêmica barreira na Cisjordânia.
Em meio a crescentes divergências, Sharon acabou deixando o Likud em novembro de 2005 para fundar um novo partido, o Kadima (Avante), que obteve uma vitória apertada nas eleições parlamentares de março, com Ehud Olmert.