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03 de novembro, 2006 - 21h19 GMT (18h19 Brasília)

EUA fecham site que 'ensinava' como fazer bomba nuclear

O governo americano fechou um site oficial que continha documentos encontrados durante a invasão do Iraque em 2003, depois que especialistas em armas reclamaram que a página na internet dava detalhes de como fazer bombas nucleares, de acordo com informações do jornal The New York Times.

Os Estados Unidos haviam criado o site, batizado de Portal de Documentos da Liberdade Iraquiana, para reunir documentos que esperavam revelar informações sobre o programa de armas do Iraque.

Um porta-voz do serviço de inteligência nacional informou em um comunicado que será feita uma análise cuidadosa antes de o site ser recolocado no ar.

"O material atualmente no website, assim como os procedimentos usados para divulgar novos documentos, vão ser cuidadosamente revistos antes que o site se torne disponível novamente", escreve Chad Kolton, porta-voz do diretor do serviço de Inteligência Nacional, John Negroponte.

A página foi criada em março, em meio a pressões de congressistas republicanos, que alegavam que os especialistas do governo estavam levando muito tempo para analisar milhares de documentos da época de Saddam Hussein.

A idéia era que o processo seria acelerado com a ajuda do público.

"Livro de receitas"

De acordo com o The New York Times, nas últimas semanas, o site havia veiculado informações sobre as pesquisas secretas iraquianas sobre o processo de fabricação de bombas nucleares antes da Guerra do Golfo de 1991.

Os documentos, dizem os especialistas consultados pelo jornal, contêm dados altamente secretos e são na prática um guia básico de como fazer uma bomba atômica - ou, como disse um diplomata entrevistado pelo NYT, "um livro de receitas".

O ex-chefe de gabinete da Casa Branca Andrew Card disse à rede de televisão NBC que o diretor do serviço de Inteligência Nacional, John Negroponte, advertiu, na ocasião do lançamento do site, para o risco de tornar os dados públicos.

O site continha um aviso de que "o governo americano não fez nenhuma determinação da autenticidade dos documentos" ou sobre "a precisão" das informações.

O porta-voz de Negroponte, Chad Kolton, disse em um comunicado que o materia divulgado no site era submetido a "critérios rigorosos".

"O material atualmente no website, assim como os procedimentos usados para divulgar npvos documentos, vão ser cuidadosamente ervistos antes que o site se trone disponível novamente."