02 de novembro, 2006 - 09h54 GMT (06h54 Brasília)
Ataques israelenses na cidade palestina de Beit Hanoun, na Faixa de Gaza, mataram pelo menos oito palestinos na quarta-feira. Um soldado israelense também foi morto.
Em uma das maiores operações dos últimos meses na área, as forças de Israel realizaram três ataques aéreos e cercaram a cidade.
Cerca de 60 pessoas ficaram feridas na operação. Os mortos seriam policiais e membros de grupos militantes palestinos.
Um porta-voz do Exército israelense disse que a operação tem o objetivo de impedir que mísseis sejam disparados contra Israel a partir da região.
O presidente da Autoridades Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro, Ismail Haniya, condenaram a ação militar israelense, que descreveram como um massacre.
Aumento
Testemunhas afirmaram que tanques israelenses, com o apoio de helicópteros, entraram em Beit Hanoun durante a noite em meio a tiroteio.
Segundo a agência France Presse, 60 tanques estiveram envolvidos na operação militar e houve trocas de tiros entre militantes palestinos e soldados israelenses posicionados sobre telhados de casas.
Bulldozeres israelenses destruíram três casas e outras foram atingidas por tiros de canhões de tanques.
Há informações de confrontos também perto dos campos de refugiados de Jabaliya e da cidade de Beit Lahiya.
Um correspondente da BBC diz que a operação é parte de uma ofensiva israelense na Faixa de Gaza que teve início em junho, após a captura de um soldado de Israel por militantes palestinos. O soldado Gilad Shalit desapareceu na região no dia 25 de junho.
O gabinete de governo de Israel se reuniu na quarta-feira para discutir a situação na Faixa de Gaza e decidiu não expandir as operações militares na região.
Uma delegação do grupo palestino Hamas está no Cairo para discutir a eventual troca de Shalit por prisioneiros palestinos. O Egito tem agido como mediador entre palestinos e Israel desde a captura do soldado.
Desde a captura de Shalit, mais de 300 palestinos foram mortos em conseqüência das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, segundo o grupo de defesa de direitos humanos israelense B'Tselem.