http://www.bbcbrasil.com

01 de novembro, 2006 - 15h17 GMT (12h17 Brasília)

Ataques de Israel matam seis palestinos em Gaza

Ataques israelenses na cidade palestina de Beit Hanoun, na Faixa de Gaza, mataram pelo menos seis palestinos nesta quarta-feira. Um soldado israelense também foi morto.

Em uma das maiores operações dos últimos meses na área, as forças de Israel realizaram três ataques aéreos e cercaram a cidade.

Mais de 35 pessoas ficaram feridas na operação, que ainda está andamento. Os mortos seriam policiais e membros de grupos militantes palestinos.

Um porta-voz do Exército israelense confirmou que uma "operação em larga escala" estava em andamento, e que o objetivo seria o de impedir que mísseis fossem disparados contra Israel a partir da região.

O Exército de Israel também confirmou que um de seus soldados tinha sido morto horas depois de grupos militantes palestinos terem divulgado uma declaração comunicando que tinham matado um israelense.

O presidente da Autoridades Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro, Ismail Haniya, descreveram a ação militar israelense como um massacre.

Aumento

Testemunhas afirmaram que tanques israelenses, com o apoio de helicópteros, entraram em Beit Hanoun durante a noite em meio a tiroteios.

Segundo a agência France Presse, 60 tanques estiveram envolvidos na operação militar e houve trocas de tiros entre militantes palestinos e soldados israelenses posicionados sobre telhados de casas.

Bulldozeres israelenses destruíram três casas e outras foram atingidas por tiros de canhões de tanques.

Há informações de confrontos também perto dos campos de refugiados de Jabaliya e da cidade de Beit Lahiya.

Um correspondente da BBC diz que a operação é parte de uma ofensiva israelense na Faixa de Gaza que teve início em junho, após a captura de um soldado de Israel por militantes palestinos. O soldado Gilad Shalit desapareceu na região no dia 25 de junho.

O gabinete de governo de Israel se reuniu nesta quarta-feira para discutir a situação na Faixa de Gaza e decidiu não expandir as operações militares na região.

Uma delegação do grupo palestino Hamas está no Cairo para discutir a eventual troca de Shalit por prisioneiros palestinos. O Egito tem agido como mediador entre palestinos e Israel desde a captura do soldado.

Desde a captura de Shalit, mais de 300 palestinos foram mortos em conseqüencia das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, segundo o grupo de defesa de direitos humanos israelense B'Tselem.