31 de outubro, 2006 - 21h00 GMT (18h00 Brasília)
O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira que, se ele fosse “o Brasil”, daria de presente à Bolívia, sem pedir indenização, as duas refinarias de petróleo controladas pela Petrobras no país andino e que foram nacionalizadas em maio.
“Daria de presente (as refinarias), se estamos pensando em como nos ajudar”, disse Morales, de acordo com a agência de notícias EFE.
O Brasil aceitou ceder o controle das refinarias nas cidades de Cochabamba e Santa Cruz, conforme ficou previsto no decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos.
No entanto, os dois países ainda não definiram o montante de indenização que o governo boliviano terá que pagar à Petrobras pelas refinarias, as maiores do país.
O presidente da Bolívia disse que considera pequena a quantia paga pela Petrobras pelas instalações em 1999, cerca de US$ 100 milhões. “Para o Brasil, isso não é nada”, disse.
Apesar ter sugerido o “presente” brasileiro, Morales disse que seu país está disposto a pagar pelas instalações e está aberto a discussões sobre o assunto.
Nesta segunda-feira, o Ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, descartou dar as refinarias à Bolívia sem nenhum tipo de indenização.
Nenhum prazo foi definido para o fim das negociações sobre a possível indenização.
Os dois países estabeleceram o dia dez de novembro como data limite para fechar um acordo sobre o preço do gás boliviano a ser exportado para o Brasil, depois de terem chegado a um acordo neste fim de semana que permite que a Petrobras continue operando em campos de gás do país andino.