30 de outubro, 2006 - 17h40 GMT (14h40 Brasília)
Mais de cem russos morreram e cerca de 1,5 mil foram hospitalizados nas últimas semanas com sérios problemas de fígado devido a uma onda de intoxicação por vodca falsificada. Só na região de Irkutsk, na Sibéria, 14 cidades decretaram estado de emergência.
Policiais intensificaram as operações em fábricas e pontos de venda de bebidas e apreenderam grandes quantidades de líquidos tóxicos, como solvente industrial, perfume e produtos para limpar janelas, que seriam vendidos como bebidas alcóolicas. A venda de álcool caseiro, conhecido na Rússia como "sagomon", também é muito comum.
"As informações vindas das diferentes regiões do país parecem mais números de uma campanha militar", disse uma reportagem da rádio Ekho Moskvy de Moscou.
Críticos dizem que o mercado foi inundado com vodca falsificada depois que o governo russo introduziu um sistema de certificação da bebida que acabou elevando os preços.
Desde o início do ano, pelo menos 18 mil pessoas morreram de envenenamento por álcool, de acordo com estatísticas citadas no Parlamento russo na sexta-feira.
O alto índice de alcoolismo aliado à venda de bebidas falsificadas e de baixa qualidade continua sendo um dos problemas mais sérios da Rússia no período pós-soviético e contribui para uma expectativa de vida de apenas 59 anos de idade para os homens do país.
De 1991 a 2001, o consumo de álcool na Rússia subiu cerca de 40% de acordo com a Organização Mundial de Saúde.