25 de outubro, 2006 - 09h56 GMT (06h56 Brasília)
O governo dos Estados Unidos vai pedir ao Congresso do país a prorrogação por dois anos do Plano Colômbia.
A notícia foi dada pelo subsecretário americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, que está em Bogotá para se encontrar com o presidente colombiano Álvaro Uribe, aliado de Washington em questões geopolíticas.
A ajuda anual de US$ 600 milhões (mais de R$ 1,3 bilhão) ao país andino tem por objetivo combater a guerrilha e o narcotráfico.
Desde 2000, quando começou a ser distribuída, o plano custou aos contribuintes americanos cerca de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 8,8 bilhões).
A idéia inicial era de que a ajuda fosse reduzida à medida que avançasse a erradicação de plantações clandestinas de coca, mas os indicadores têm apontado na direção contrária.
“Em qualquer campanha contra o terrorismo ou o narcotráfico, às vezes é preciso ajustar a estratégia para ser eficiente à medida que as condições mudem”, disse o representante americano a repórteres, segundo a agência Associated Press.
“Estaremos abertos a qualquer sugestão do governo colombiano”, ele acrescentou.
Preferência alfandegária
Burns disse ainda que pedirá ao Congresso que estenda as preferências tarifárias ao bloco de países andinos, que permite a Colômbia, Peru, Equador e Bolívia exportar mercadorias para os Estados Unidos sem pagar impostos.
A medida também faz parte da estratégia de Washington para incentivar economicamente os países andinos a reduzir suas plantações da folha de coca.
Ao incluir a Bolívia e o Equador na nova rodada de concessão de preferências tarifárias, Burns afasta temores manifestados pelo presidente boliviano nacionalista Evo Morales.
Tendo tomado medidas que vão contra o interesse estrangeiro em seu país, ele havia demonstrado preocupação quanto à possibilidade de ser excluído do benefício, que terminaria em 31 de dezembro.