24 de outubro, 2006 - 05h23 GMT (02h23 Brasília)
Até sábado, o governo brasileiro espera chegar a um acordo com a Bolívia sobre a exploração de gás natural e petróleo naquele país.
Nessa data, termina o prazo dado pelo governo boliviano para a definição de novos contratos com as transnacionais - entre elas a Petrobras - depois que o país decidiu nacionalizar suas reservas de gás e petróleo.
Caso esse acordo não seja possível, a Petrobras poderá abandonar a Bolívia, afirmou na segunda-feira o ex-assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais e atual coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia.
De acordo com Garcia, a Petrobras seria, nesse caso, indenizada pelo governo boliviano ou por meio de tribunais internacionais.
O ministro de Minas e Energia , Silas Rondeau, disse que está pronto para viajar à Bolívia para fechar o acordo. Ele afirmou que as negociações "estão próximas de um consenso", conforme a agência de notícias EFE.
Uma missão do governo brasileiro, formada por representantes da Petrobras e dos ministérios de Relações Exteriores e de Minas e Energia, já está em La Paz para discutir as novas regras.
Segundo Rondeau, as negociações atuais se referem apenas à situação da Petrobras na Bolívia. Os preços do gás que o Brasil compra da Bolívia não serão discutidos neste momento.