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21 de outubro, 2006 - 11h51 GMT (08h51 Brasília)

Exército do Iraque reforça a segurança em Amara

Soldados do Exército iraquiano foram enviados para a cidade de Amara, cerca de 350 km ao sul de Bagdá, onde mais de 30 pessoas morreram em intensos combates nos últimos dois dias entre a polícia e milicianos xiitas.

O Exército disse que está impondo uma segurança reforçada na área.

A medida foi ordenada depois de conversações entre representantes do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, e do clérigo xiita radical, Moqtada al-Sadr.

Há notícia de que a cidade está relativamente calma, e os dois lados concordaram em tentar impedir novos distúrbios, que tiveram como estopim a prisão do irmão de um comandante do Exército Mahdi, leal ao clérigo Moqtada al-Sadr - que pediu calma aos seus seguidores.

Entre 200 e 300 milicianos xiitas surpreenderam as forças de segurança e atacaram delegacias, deixando algumas em chamas, disseram moradores e equipes de emergência.

Centenas de milicianos leais a al-Sadr se envolveram em combates com uma milícia xiita rival e a polícia local.

Soldados britânicos passaram o controle da segurança de Amara aos iraquianos há dois meses, mas continuam disponíveis caso sua presença seja necessária.

O ministro do Exterior do Iraque, Hoshyar Zebari, disse que os iraquianos e as forças internacionais têm que reavaliar se Amara e as províncias vizinhas estão prontas para ter seu controle entregue aos iraquianos.

O incidente, que ocorreu em um momento em que os Estados Unidos admitem enfrentar dificuldades para controlar a situação no Iraque, foi acompanhado de perto pelos americanos.

Na quinta-feira, o principal porta-voz militar americano em Bagdá, William Caldwell, afirmou que um plano lançado dois meses atrás para diminuir a violência na capital iraquiana "não alcançou as expectativas gerais".